VOCÊ SABE QUEM FOI MONTEIRO LOBATO?

VOCÊ SABE QUEM FOI MONTEIRO LOBATO?

No dia 18 de abril de 1882 nascia em Taubaté, São Paulo, José Bento Monteiro Lobato.

Responsável por várias campanhas nacionais em defesa do petróleo, do ferro e da saúde, Monteiro Lobato revolucionou o mercado editorial numa época em que ainda não existia uma literatura voltada para o público infantil e juvenil ao criar sua própria editora e escrever livros voltados para todos os que não tinham acesso à literatura.

Lobato está até hoje nos corações dos brasileiros através das aventuras de uma turma bem alegre e arteira, que adora se meter em grandes aventuras e confusões: a turma do Sítio do Picapau Amarelo.

terça-feira, 26 de março de 2013

Jogos Matemáticos

Posto aqui mais uma indicação de site legal. O Mangahigh.com é um site bem interessante, onde encontramos jogos didáticos para auxiliar no aprendizado da matemática. Encontramos jogos com assuntos dos mais simples aos mais complexos.  Podemos experimentar a versão curta e gratuita dos jogos. Para acessar os jogos completos, basta o professor cadastrar a escola e distribuir os logins para os alunos. Muito bom, não é? 



Acesse já! Mangahigh


TGD - Você tem um na sua sala?

Passeando pelos blogs que sigo, encontrei uma postagem muito boa da professora Andréa Padilha, de Itajaí. Andréa é professora especializada em Educação Especial, tendo trabalhado muito tempo em Sala de Recursos Multifuncionais, ou seja, tem bastante bagagem e ideias muito boas. Sabendo que ter um aluno TGD muitas vezes nos deixa sem saber como conduzir a aula para que ele tire o maior proveito possível, resolvi socializar uma das ideias da professora e, ao final da postagem, um link para que visitem seu blog. Lá encontramos várias ideias muito boas e que, com certeza, serão de grande ajuda!

O plano de aula que segue abaixo está direcionado para uma aluna com 7 anos, porém, pelo que podemos perceber, várias ideias de atividades do plano podem ser usadas com alunos maiores ou menores, tudo dependerá de como o aluno vai responder à atividade. Bom proveito!


PLANO DO AEE PARA EDUCANDA COM TGD

NOME: XXXXXXXXXX
 IDADE: 07 ANOS      SÉRIE: 2º ANO     TURNO: VESPERTINO


OBJETIVO GERAL

Proporcionar à educanda a possibilidade de relacionar-se com conteúdos acadêmicos e conceitos básicos condizentes com sua faixa etária, objetivando aprimorar seus conhecimentos pré-adquiridos, visando sua maior independência e autonomia nas atividades de vida diária e favorecendo a comunicação e adequação de seu comportamento nas diversas situações sociais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

a) ACADÊMICOS
A aluna deverá ser capaz de:
·Segurar objetos;
·Realizar encaixes em eixos fixos;
·Interessar-se por brinquedos;
·Associar escova de dentes à atividade de escovação;
·Associar colher à atividade de lanche;
·Associar bolinha à atividade de estimulação;
·Associar copo à atividade de beber água;
·Segurar giz de cera, apresentando boa preensão;
·Apresentar movimento de pinça;
·Realizar atividades de pintura sem limites;
·Participar de atividades de colagem com diversos tipos de materiais, com diferentes texturas;
·Interagir em atividades envolvendo cores primárias;
·Manipular formas geométricas: círculo, quadrado e triângulo;
·Identificar as partes do corpo humano (cabeça, tronco e membros);
·Interessar-se por livros de histórias infantis;
·Manusear massa de modelar;
·Discriminar fonte sonora;
·Demonstrar sensação ao manusear texturas;
·Interagir com outras crianças;
·Imitar movimentos de bater palmas;
·Imitar movimentos de fazer tchau;
·Imitar movimentos de mandar beijo;

B) COMPORTAMENTAIS
A aluna deverá ser capaz de:
·Pedir água;
·Obedecer ordens simples;
·Esperar sua vez durante as atividades;
·Reduzir comportamento de jogar objetos ao chão;
·Permanecer sentada durante 15 minutos;
·Direcionar a atenção para a tarefa;
·Diminuir exploração sensorial (colocar objetos na boca);
·Reduzir comportamento de gritar e auto-mutilação quando frustrada;
·Reduzir a destrutividade nos momentos de realização das atividades;
·Reduzir agitação enquanto realiza atividades.
·Nos momentos de agitação, oferecer dicas verbais e/ou gestuais para que a aluna atente-se para a atividade que estava sendo realizada;
·Confeccionar atividades que sejam do interesse da aluna, para que permaneça sentada durante maior período de tempo;

C) OBJETIVOS PARA COMUNICAÇÃO
A aluna deverá ser capaz de:
·Pedir o que quer;
·Expressar-se com apoio dos cartões concretos;
·Pedir ajuda.

D) OBJETIVOS PARA ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
A aluna deverá ser capaz de:
·Caminhar corretamente ao lado da professora;
·Caminhar em ritmo apropriado;
·Sentar-se corretamente durante o lanche;
·Mastigar corretamente os alimentos;
·Alimentar-se com independência;
·Escovar os dentes com independência;
·Lavar as mãos;
·Secar as mãos;
·Despir-se com independência;
·Vestir-se com independência;

ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO:

Período de Atendimento:  Durante todo o 2º Semestre
Frequência: 1 vez na semana – Toda segunda-feira
Tempo de Atendimento: 1 hora – Das 10:40h  às 11:40h.
Composição do atendimento: Individual / Em momentos que se fizer necessário a professora do AEE convidará  1 ou 2 alunos do programa Segundo Tempo para participarem da atividade com a educanda.

CONTEÚDOS
LINGUAGEM ORAL E ESCRITA:
·Nome próprio;
·Expressão oral;
·Formas de comunicação;
·Leitura e apreciação de histórias;
·Músicas.

CONHECIMENTO LÓGICO - MATEMÁTICO:
·Cores;
·Formas geométricas;
·Texturas;

NATUREZA E SOCIEDADE:
·Sequência temporal;
·Convívio em grupo;
·Alimentação;
·Esquema corporal;

I    IDENTIDADE E AUTONOMIA:
·Higiene pessoal (bucal, e durante as refeições);
·Independência na realização das A.V.Ds;
·Socialização.

MOVIMENTO E EXPRESSIVIDADE:
·Rasgadura;
·Colagem;
·Pintura livre;
·Coordenação viso-motora e motora fina;

ATIVIDADES  A SEREM DESENVOLVIDAS :

ATIVIDADE DE CUMPRIMENTOS, BOM DIA E DESPEDIDA DA MÃE:
Todos os dias ao chegar para o atendimento realizaremos a atividade de chegada sendo trabalhados alguns conceitos: primeiro cumprimentos (OLÁ, BOM DIA, ABRAÇO NA PROFE...), OUVIR SEU nome e nome da mamãe, despedida da mãe (TCHAU, ACENO COM A MÃO)

ATIVIDADE DE CHEGADA:
Diariamente sentar na mesinha e através de CARTAZ DO TEMPO/ PAINEL DE BOM DIA participar da identificação do tempo (sol, chuva, nublado) e socialização com a professora da ficha adequada.A atividade será realizada através de música cantada pela professora e aluna e da utilização do painel do bom dia, no qual a aluna deverá identificar seu nome e imagem e expressar como está o tempo por meio de figura. A atividade será realizada na mesinha. Duração de 20 a 30 minutos.

“BOM DIA ..........,
COMO ESTÁ O DIA ?
HOJE TEM/ ESTÁ …. (SOL/ CHUVA/ NUBLADO)

APRENDENDO: Esta atividade será realizada em qualquer momento que a aluna precisar de ajuda para executar uma tarefa, ou seja, quando a aluna está em processo de aprendizagem de um conteúdo acadêmico, bem como uma habilidade comportamental ou motora, sendo que a professora dará o auxílio necessário para que a aluna realize-a corretamente.
ESTIMULAÇÃO SENSORIAL: A atividade será realizada diariamente, na sala de aula ou no pátio da escola, com duração aproximada de 30 minutos. A aluna será estimulada em sua percepção tátil, visual e auditiva, através do uso de materiais diversificados. Serão trabalhadas também as habilidades de imitação, percepção e integração mãos e olhar.
VAMOS RABISCAR?: A atividade será realizada na mesinha de trabalho, quinzenalmente, com duração aproximada de 20 a 30 minutos. Serão oferecidas à aluna atividades em folha de sulfite ou cartolina, com utilização de diversos materiais, como giz de cera, tinta guache, pápeis diversos com diferentes texturas, cola colorida, entre outros, visando o contato inicial da mesma com esses materiais de trabalho.
COMUNICAÇÃO: A atividade será realizada na mesinha, com duração aproximada de 15 minutos, onde será estimulada a comunicação visual  através de diversos tipos de atividades, como leitura de livros infantis pela professora e manuseio pela aluna, fantoches e figuras variadas.
ATIVIDADE EM PEQUENO GRUPO: Atividade realizada na mesinha, com a participação de uma ou duas crianças, com duração aproximada de 30 minutos. Nessa atividade, serão oferecidos blocos de montar, bolas, jogos de encaixe, carros, bonecas, brinquedos diversos entre outros, favorecendo o lúdico e a interação com outras crianças. Todos os alunos participarão juntos da atividade.
ESPERAR: Momento no qual a aluna deverá permanecer no seu lugar (mesa de trabalho), enquanto espera para realizar uma atividade. Poderá ficar com algum objeto do seu interesse para evitar comportamentos inadequados devido à ociosidade.
LANCHE: Atividade realizada no refeitório, uma vez ao mês, com duração de 15 minutos. Utilizaremos os talheres adaptados.
ESCOVAÇÃO: A aluna terá alguns minutos destinados à sua higiene bucal, após o lanche, sendo que a mesma será estimulada a realizá-la com independência, podendo a professora auxiliar na aprendizagem tanto verbalmente quanto fisicamente, enquanto necessário.
MÚSICA: Atividade de ouvir, cantar, bater palmas no ritmo, seja em frente ao espelho seja em frente ao computador.Será realizada quinzenalmente na sala de recursos com a professora Andréa.
OUVIR MÚSICA: A atividade será realizada na sala. Serão colocados CDs de músicas infantis para que aluna aprimore a percepção auditiva.
TREINO DE RUA: Esta atividade tem como objetivo ensinar a aluna a caminhar de forma adequada na rua, desenvolvendo atenção e noção de perigo.

MATERIAIS UTILIZADOS:
Disponíveis na Unidade Escolar:
·Giz de cera
·Massa de modelar
·Cola
·Papel crepom
·Cola colorida
·Jogos pedagógicos
·Brinquedos diversos
·Livros infantis
·Instrumentos Muiscais
·Caneta hidrocor
·Barbante
·Pasta de dente
·Escova de dente
·Sabonete
·Toalha

Necessitam ser adquiridos:
·Bolas de borracha;
·Brinquedos que produzem sons;
·Tinta guache;
·Folhas de sulfite e cartolina;
·EVA
·Velcro
·Pistola de cola quente
·Refis de cola quente
· Papel laminado
·Palito de sorvete
·Palito de fósforo
·Durex colorido

Necessitam serem produzidos:
· Chocalhos;
·Fichas de Comunicação Alternativa;
·Cartaz do Tempo/ Bom Dia

Adequações de materiais:
·Engrossadores de lápis;
·Talheres adaptados ( aquisição da EU em 2011)

PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS QUE RECEBERÃO ORIENTAÇÃO DA PROFESSORA DO AEE:
·Professora de sala de aula;
·Agente de Atividade em Ed. Especial;
·Professora de Artes e Ed. Física;
·Colegas da turma;
·Equipe Técnico-pedagógica;
·Funcionários da escola (merendeiras, zeladoras...)

AVALIAÇÃO
A observação e avaliação da educanda dar-se-á durante o desenvolvimento do trabalho, verificando-se os resultados que vão sendo alcançados, reestruturando os objetivos, se necessário.
O processo avaliativo será realizado mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento individual do aluno, conforme critérios pré-estabelecidos. Serão utilizados os seguintes critérios de AVALIAÇÃO para o AEE:
Níveis de respostas aos objetivos propostos no bimestre:

ALCANÇOU – A / COR VERDE (quando a educanda demonstrar  independência para tal objetivo, ou seja, houve a aprendizagem)

NECESSITA DE AUXÍLIO – N.A / COR AZUL (quando a educanda conseguir atingir em determinados momentos os objetivos propostos, porém somente com auxílio verbal e/ou gestual para a habilidade avaliada)

NÃO ALCANÇOU – N.A / COR LARANJA (quando a aluna necessitar de auxílio físico parcial ou total para a execução da atividade).



Realfabetização 2

Atenção galera do Realfa 2!!

Chegaram exemplares superlegais da revista Ciência Hoje das Crianças com reportagens incríveis e assuntos interessantíssimos! Dê um pulinho na Sala de Leitura e pegue já uma para ler! Você não vai se arrepender!


Para quem quiser, acesse também o site da revista. Lá você encontra mais novidades, jogos, quadrinhos, vídeos, curiosidades, ajuda para pesquisas e muito mais! Acesse Revista Ciência Hoje das Crianças

Concurso Cultural

 A editora Companhia das Letras abrirá em maio inscrições para o Concurso Cultural "Recriando Vinícius e Drummond: aprendiz em construção".

O concurso é destinado aos alunos de 8º e 9º ano da rede pública de ensino, Ensino Médio ou EJA. O objetivo do concurso é premiar as escolas e os professores que fizerem dos conhecimentos sobre esses dois grandes autores da literatura brasileira uma aprendizagem significativa para seus alunos.

Serão feitas inscrições em três categorias: canção, poesia e ilustração, todas inspiradas na obra de Vinícius de Moraes ou Carlos Drummond de Andrade e que dialoguem com as obras.

Cada categoria contará com excelentes premiações tanto para o aluno como para o professor-orientador e biblioteca da escola.

Vamos participar! O importante, além de tudo é adquirir um grande conhecimento e conhecer um pouco mais a obra de dois grandes nomes artísticos brasileiros! Inspirem-se e vamos lá! Conto com a participação de todos que puderem!

Quem quiser participar, acesse o regulamento em  Recriando Vinicius e Drummond: aprendiz em construção    e boa sorte!


Centro de Estudos

Ontem, dia 25 de março, foi dia de Centro de Estudos para as Salas de Leitura Satélites do Polo Mario Paulo de Brito. Foi agradável demais ser recebida pela Inês Rocha e sua equipe de forma tão carinhosa e rever as demais colegas, trocar ideias, planejar juntas foi igualmente agradável. Formamos uma equipe 10 e esperamos ter muitas surpresas positivas ao longo do ano, com lindas experiências nas nossas Salas. Ao longo da semana, vou postando os informes de interesse geral para que todos fiquem por dentro do que acontece por aí!

Equipe do Polo Mario Paulo de Brito

quinta-feira, 21 de março de 2013

Chegamos ao livro de número 5000!

E qual será o livro 5000 da Sala de Leitura?


Só podia ser Clarice Lispector! Vamos conhecer o livro e também Clarice?

Felicidade Clandestina


Lançado inicialmente em 1971, "Felicidade Clandestina" reúne diversos textos de Clarice Lispector que foram escritos em diversas fases da vida da autora. Os textos reunidos nessa obra podem mais facilmente serem classificados como “contos”, mas como Clarice não se prendia a convenções de gêneros, todo o conjunto reunido em Felicidade Clandestina migra de gênero em gênero, ora aproximando-se do conto, ora aproximando-se da crônica, ou por vezes sendo quase um ensaio. De fato, muitos dos textos reunidos neste livro foram publicados como crônicas no Jornal do Brasil, para onde Clarice escrevia semanalmente de 1967 a 1972.

Ao todo, Felicidade Clandestina reúne 25 textos que tratam de temas diversos, tais como a infância, a adolescência, a família, o amor e questões da alma.

Muito prazer, Clarice Lispector!

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, mas seus pais imigraram para o Brasil pouco depois. Chegou a Maceió com dois meses de idade, com seus pais e duas irmãs. Em 1924 a família mudou-se para o Recife, e Clarice passou a freqüentar o grupo escolar João Barbalho. Aos oito anos, perdeu a mãe. Três anos depois, transferiu-se com seu pai e suas irmãs para o Rio de Janeiro.

Em 1939 Clarice Lispector ingressou na faculdade de direito, formando-se em 1943. Trabalhou como redatora para a Agência Nacional e como jornalista no jornal "A Noite". Casou-se em 1943 com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem viveria muitos anos fora do Brasil. O casal teve dois filhos, Pedro e Paulo, este último afilhado do escritor Érico Veríssimo.

Seu primeiro romance foi publicado em 1944, "Perto do Coração Selvagem". No ano seguinte a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras. Dois anos depois publicou "O Lustre".

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”

Em 1954 saiu a primeira edição francesa de "Perto do Coração Selvagem", com capa ilustrada por Henri Matisse. Em 1956, Clarice Lispector escreveu o romance "A Maçã no Escuro" e começou a colaborar com a Revista Senhor, publicando contos.

Separada de seu marido, radicou-se no Rio de Janeiro. Em 1960 publicou seu primeiro livro de contos, "Laços de Família", seguido de "A Legião Estrangeira" e de "A Paixão Segundo G. H.", considerado um marco na literatura brasileira.

Em 1967 Clarice Lispector feriu-se gravemente num incêndio em sua casa, provocado por um cigarro. Sua carreira literária prosseguiu com os contos infantis de "A Mulher que matou os Peixes", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e "Felicidade Clandestina".

Nos anos 1970 Clarice Lispector ainda publicou "Água Viva", "A Imitação da Rosa", "Via Crucis do Corpo" e "Onde Estivestes de Noite?". Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976 recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra.

No ano seguinte publicou "A Hora da Estrela", seu ultimo romance, que foi adpatado para o cinema, em 1985.

Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 anos.

“Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.”

Agora que você já conhece o livro e conheceu Clarice, vamos ler? Te espero na Sala de Leitura!









Muito Amor e Menos Preconceito



Respeito é bom e todo mundo gosta! Vamos aproveitar o dia de hoje e aprender um pouco mais sobre essas pessoinhas adoráveis e tão geniais quanto todas as outras!

SÍNDROME DE DOWN - O QUE É

A Síndrome de Down é decorrente de uma alteração genética ocorrida durante ou imediatamente após a concepção. A alteração genética se caracteriza pela presença a mais do autossomo 21, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três. A esta alteração denominamos trissomia simples. “O cariótipo ou retrato preparado do padrão de cromossomos indica a presença de um cromossomo extra no par 21. Tal condição leva à deficiência mental moderada ou leve, acrescida de vários problemas de audição, formação do esqueleto e de coração” (KIRK & GALLAGUER, 2002, p. 129).

O portador da síndrome tem somente um ritmo de aprendizagem mais lento , cujas etapas precisam ser respeitadas. Inteligência , memória e capacidade de aprender podem ser desenvolvidas com estímulos adequados.

Como a criança portadora da Síndrome de Down apresenta seus níveis de desenvolvimento mais lento, quando comparados às crianças “normais”, cabe aos pais e educadores dessas crianças a função de estimulá-los por meio de atividades lúdicas, visando prepará-los para a aprendizagem de habilidades mais complexas.

Os portadores da Síndrome de Down são capazes de atuar em níveis muito mais elevados do que se acreditava anteriormente. Dentro dos limites impostos por sua condição genética básica, há uma gama de variantes intelectuais e físicas. Uns têm comprometimento maior do que outros, mas mesmo os de Q.I. mais deficitário surpreendem (SANTIAGO et al., 1997, s.p.).

ALUNOS DOWN – TODOS PODEMOS AJUDÁ-LO!

Dificuldade de visão

Embora os alunos com Síndrome de Down costumem ser muito bons em aprender visualmente e sejam capazes de utilizar este habilidade para aprender o currículo, muitos têm alguma dificuldade de visão: de 60 a 70% usam óculos antes dos 7 anos e é importante diagnosticar e sanar as dificuldades que eles possuem.

ESTRATÉGIAS

- Coloque o aluno mais à frente
- Escreva com letras maiores
- Faça apresentações simples e claras

Dificuldade de audição

Muitas crianças com Síndrome de Down têm alguma perda auditiva, especialmente nos primeiros anos. Até 20% apresentam perda sensorial-neural, causada por defeitos no desenvolvimento do ouvido e nervos auditivos. Outros 50% podem ter perda auditiva ocasionada por infecções respiratórias que costumam ocorrer por conta dos canais auditivos mais estreitos. É especialmente importante checar a audição da criança porque ela afetará sua fala e linguagem.

A clareza da audição também pode ser flutuante e é importante identificar que respostas inconsistentes podem ser fruto de deficiência auditiva e não falta de entendimento ou atitude indesejada.

ESTRATÉGIAS

- Coloque o aluno mais à frente
- Fale diretamente ao aluno
- Reforce o discurso com expressões faciais, sinais ou gestos
- Reforce o discurso com material de apoio visual – figuras, fotos, objetos
- Escreva novo vocabulário no quadro
- Quando outros alunos responderem, repita suas respostas alto
- Diga de outra forma ou repita palavras e frases que possam ter sido mal-entendidas

Sistema motor fino e grosso

Muitas crianças com Síndrome de Down têm flacidez muscular (hipotonia), o que pode afetar sua habilidade motora fina e grossa. Isso pode atrasar as fases do desenvolvimento motor, restringindo experiências dos primeiros anos, tornando o desenvolvimento cognitivo mais lento. Na sala de aula, o desenvolvimento da escrita é especialmente afetado.

ESTRATÉGIAS

- Oferecer exercícios extras, orientação e encorajamento – todas as habilidades motoras melhoram com a prática.
- Oferecer atividades para o fortalecimento do pulso e dedos, como por exemplo alinhavar, seguir tracinhos com o lápis, desenhar, separar, cortar, apertar, construir, etc.
- Usar um grande leque de atividades e materiais multi-sensoriais.
- Procurar que as atividades sejam o mais significativas e prazerosas possível.

Dificuldade de fala e de linguagem

Crianças com Síndrome de Down típicas possuem dificuldade de fala e linguagem e devem ser atendidas regularmente por fonoaudiólogos que podem sugerir atividades individualizadas para promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.

O atraso na linguagem é causado por uma combinação de fatores, alguns deles físicos e alguns devido a problemas cognitivos e de percepção. Qualquer atraso em aprender a entender e usar a linguagem pode levar a um atraso cognitivo. O nível de conhecimento e entendimento e, logo, a habilidade de acessar o currículo vai inevitavelmente ser afetada. Habilidades receptivas são mais desenvolvidas do que habilidades de expressão. Isso quer dizer que as crianças com Síndrome de Down entendem mais do que são capazes de expressar. Como resultado disso, as habilidades cognitivas destes alunos são frequentemente subestimadas.

ATRASO NA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

- Vocabulário menor, levando a um conhecimento geral menor.
- Dificuldade de aprender regras gramaticais (não usar vocábulos de conexão, preposições, etc.), resultando num estilo telegráfico de discurso.
- Habilidade para aprender vocabulário novo mais facilmente do que as regras gramaticais.
- Maiores problemas em aprender e usar linguagem social.
- Maiores problemas em entender linguagem específica apresentada no currículo.
- Dificuldade em compreender instruções.

Além disso, a combinação de ter uma boca menor e músculos da boca e da língua mais fracos torna a formação das palavras fisicamente mais difícil, e quanto maior a frase maiores ficam os problemas de articulação.

Problemas de fala e linguagem para estas crianças normalmente significam que menos oportunidades lhes são oferecidas para manter uma conversação. É mais difícil para eles pedir informação ou ajuda. Os adultos costumam fazer perguntas fechadas, ou terminar uma frase pelas crianças sem lhes dar tempo para falarem por si próprios nem ajudar para que eles consigam fazê-lo.

A consequência disso é que a criança:

- Ganha menos experiência de linguagem que lhe dê oportunidade de aprender novas palavras e estruturas de período.
- Tem menos oportunidade de praticar para tentar falar com mais clareza.

ESTRATÉGIAS

- Dar tempo para o processamento da linguagem e para responder.
- Escutar atentamente – seu ouvido irá se acostumar.
- Falar frente a frente e com os olhos nos olhos do aluno.
- Usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas.
- Checar o entendimento – pedir para a criança repetir instruções dadas.
- Evitar vocabulário ambíguo.
- Reforçar a fala com expressões faciais, gestos e sinais.
- Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia.
- Reforçar instruções faladas com instruções impressas, usar também imagens, diagramas, símbolos e material concreto.
- Enfatizar palavras-chave reforçando-as visualmente.
- Ensinar gramática com material impresso, cartões de figuras, jogos, figuras de preposições, símbolos, etc.
- Evitar perguntas fechadas e encorajar a criança a falar além de frases monossilábicas.
- Encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele estímulos visuais. Permitir que eles leiam a informação pode ser mais fácil para eles do que falar espontaneamente.
- O uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “novidades”.
- Desenvolver a linguagem através de teatro e faz-de-conta.
- Encorajar o aluno a liderar.
- Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc.
- Providenciar várias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas.

DÉFICIT DE MEMÓRIA AUDITIVA RECENTE E NA HABILIDADE DE PROCESSAMENTO AUDITIVO

Outros problemas de fala e linguagem em crianças com Síndrome de Down surgem por conta de dificuldades na memória auditiva recente e nas habilidades de processamento auditivo. A memória auditiva recente é a memória armazenada usada para manter, processar, entender e assimilar a língua falada o tempo suficiente para responder. Qualquer déficit na memória auditiva recente vai afetar consideravelmente a habilidade do aluno em responder a palavra falada ou aprender a partir de situações que se prendam somente a sua habilidade auditiva. Além disso, eles acham mais difícil seguir e lembrar de instruções verbais.

ESTRATÉGIAS

- Limite a quantidade de instruções verbais a uma de cada vez.
- Dê tempo à criança para processar e responder às colocações verbais.
- Repita individualmente para o aluno qualquer informação ou instrução que foi dada à classe como um todo.
- Tente evitar instruções ou discussões na classe que sejam muito longas.
- Planeje traduções visuais e/ou atividades alternativas.

Lembre-se: em geral, crianças com Síndrome de Down têm fortes habilidades de aprendizagem visual mas não são bons aprendizes auditivos. Sempre que possível eles necessitam de apoio visual e concreto e materiais práticos para reforçar as informações auditivas.

Capacidade de concentração mais curta

Muitas crianças com Síndrome de Down têm uma capacidade de concentração mais curta e são facilmente distraídos. Além disso, a intensidade do aprendizado com apoio, especialmente quando ele se dá individualmente, é muito maior e a criança se cansa mais facilmente do que a criança que não necessita deste apoio.

ESTRATÉGIAS

- Construa uma gama de tarefas curtas, focalizadas e definidas claramente nas aulas.
- Varie o nível de demanda de tarefa para tarefa.
- Varie o tipo de apoio.
- Use os outros colegas para manter o aluno trabalhando.
- Na hora da rodinha, situe o aluno próximo ao professor (sem sentar no colo!).
- Providencie um quadrado de carpete para que a criança fique sentada no mesmo lugar.
- Trabalhar no computador às vezes ajuda a manter o interesse da criança por mais tempo.
- Crie uma caixa de atividades. Isso é útil para as horas em que a criança terminou sua atividade antes de seus colegas, precisa mudar de tarefa ou precisa dar um tempo. Coloque uma série de atividades que o aluno gosta de fazer, incluindo livros, cartões, jogos de manipulação, etc. Isso encoraja a escolha dentro de uma situação estruturada. Deixar que outra criança participe é uma boa maneira de encorajar amizade e cooperação.

GENERALIZAÇÃO, PENSAMENTO ABSTRATO E RACIOCÍNIO

Quando uma criança tem deficiência de fala e linguagem, suas habilidades de pensamento e raciocínio são inevitavelmente afetadas. Ela encontra mais dificuldade em transferir suas habilidades de uma situação para outra. Conceitos e assuntos abstratos podem ser particularmente difíceis de entender e a capacidade de resolução de problemas pode ser afetada.

ESTRATÉGIAS

- Não assuma que o aluno vai transferir conhecimento automaticamente.
- Ensine novas habilidades usando uma variedade de métodos e materiais e em vários contextos diferentes.
- Reforce o aprendizado de conceitos abstratos com materiais concretos e visuais.
- Ofereça explicações adicionais e dê demonstrações.
- Encoraje a solução de problemas.

CONSOLIDAÇÃO E RETENÇÃO

Alunos com Síndrome de Down geralmente levam mais tempo para aprender e consolidar coisas novas e a habilidade de aprender e absorver o aprendizado pode variar de um dia para o outro.

ESTRATÉGIAS

- Ofereça mais tempo e oportunidade para repetições adicionais e reforço.
- Apresente informações e conceitos novos de maneiras variadas, usando material concreto, prático e visual, sempre que possível.
- Siga em frente mas sempre dê uma revisada para assegurar que coisas aprendidas anteriormente não ficaram esquecidas com a assimilação das novas informações.

ESTRUTURA E ROTINA

Muitas crianças com Síndrome de Down se dão bem com rotina, estrutura e atividades focalizadas claramente. Situações informais e sem estrutura são geralmente mais difíceis para eles. Eles também podem se sentir contrariados com qualquer mudança. Podem precisar de maior preparação e podem levar mais tempo para se adaptar às mudanças na sala de aula e nas transições.

ESTRATÉGIAS

- Explique sobre a grade de horários, rotinas e regras escolares explicitamente, dando tempo e oportunidade para que aprenda.
- Providencie uma grade de horários visualmente atraente: use palavras, desenhos, figuras e fotos.
- A progressão da aula durante o dia deve poder ser acompanhada pelo horário.
- Quando uma grade visual não for apropriada, arrume uma série de fotos ou figuras descrevendo as atividades escolares. Estas fotos podem ser mostradas a criança antes de a atividade ser começada.
- Certifique-se de que a criança sabe qual será a próxima atividade.
- Atenha-se à rotina sempre que possível.
- Prepare a criança com antecedência se souber que haverá alguma mudança e informe os pais.
- Solicite a ajuda da criança na preparação para a atividade subsequente dando-lhe uma tarefa específica.

INCLUSÃO SOCIAL

O objetivo primordial para qualquer criança de 5 anos entrar na escola é a inclusão social. Como com qualquer criança, é muito mais difícil progredir nas áreas cognitivas até que ela seja capaz de se comportar e interagir com os outros de maneira socialmente aceitável e entender e responder apropriadamente ao ambiente que a cerca. Todas as crianças com Síndrome de Down se beneficiam em se misturar com colegas com desenvolvimento típico. Muitas vezes eles ficam felizes em agir como os colegas e geralmente os usam como modelos para o comportamento social apropriado e motivação para aprender. Este tipo de experiência social, quando existe a expectativa de que as outras crianças se comportem e consigam fazer coisas de acordo com sua faixa etária, é extremamente importante para as crianças com Síndrome de Down, que geralmente tem um mundo mais confuso e menos maduro social e emocionalmente. Mesmo assim, muitas delas precisam de ajuda adicional e apoio para aprender as regras para o comportamento social apropriado. Elas não aprendem facilmente de forma incidental e não pegam as convenções intuitivamente como seus colegas. Elas vão levar mais tempo do que seus colegas para aprender as regras. O foco principal da ajuda adicional nos primeiros anos deve ser aprender as regras do comportamento social adequado.

ESTRATÉGIAS

- Reconhecer as principais rotinas do dia.
- Aprender a participar e responder apropriadamente.
- Responder a perguntas e instruções dadas oralmente.
- Aprender a respeitar a vez de cada um, dividir, dar e receber.
- Aprender a fazer fila.
- Aprender a sentar no chão na hora da rodinha.
- Aprender comportamentos apropriados.
- Aprender as regras da escola e da classe, tanto as formais quanto as informais.
- Trabalhar independentemente.
- Trabalhar em cooperação com os outros.
- Fazer e manter amizades.
- Desenvolver de habilidades de auto-ajuda e tarefas práticas.
- Tomar conta, se preocupar com os outros.

HORA DE BRINCAR

Algumas ajudas adicionais na inclusão de crianças pequenas com Síndrome de Down durante a hora da brincadeira podem ser necessárias. Porém, qualquer ajuda de adulto que a criança tiver, se não for usado com sensibilidade, pode erguer uma barreira entre a criança e seus colegas, o que, junto com a dificuldade de fala e linguagem, pode tornar as coisas muito mais difíceis para a criança com Síndrome de Down:
- Começar independentemente a brincar com outras crianças.
- Entender as regras do jogo.
- Entender as regras de “ser amigo”.

ESTRATÉGIAS

- Encoraje o aprendizado cooperativo em trabalho com um parceiro ou num grupo pequeno.
- Não coloque sempre o aluno junto com o grupo menos capaz ou menos motivado. Alunos com Síndrome de Down se beneficiam por trabalhar com crianças mais capazes se as tarefas forem adequadamente diferenciadas.
- Promova a conscientização sobre as deficiências através de, por exemplo, uma discussão com toda a classe ou a escola. É importante que os alunos se familiarizem com o colega com Síndrome de Down, entendam seus pontos fortes, seus pontos fracos, sua capacidade e também reconheçam que ele tem as mesmas necessidades emocionais e sociais do que eles próprios.
- Se achar adequado, promova uma alternância de amigos ou um sistema de colega de apoio para ajudar na inclusão.
- Use a ajuda dos colegas no lugar de adultos sempre que possível.
- Organize apoio para oferecer sessões de brincadeira estruturadas na hora do recreio.
- Encoraje a participação do aluno em atividades extracurriculares com os colegas da escola (clubes de livro, esportes, etc.).
- Encoraje habilidades de independência e vida prática, por exemplo, dando-lhe responsabilidades – devolver livros, levar mensagens, etc.
- Encoraje-o a conhecer a si mesmo, respeitar a própria identidade, promova sua auto-estima e autoconfiança.
- Promova o entendimento através de teatro, livros, figuras ou na hora da rodinha.

COMPORTAMENTO

Não há problemas de comportamento característicos de crianças com Síndrome de Down. Porém, muito de seu comportamento estará relacionado ao seu nível de desenvolvimento. Então, quando ocorrem problemas, eles são geralmente parecidos com aqueles vistos em crianças de desenvolvimento típico que sejam mais novas.

Além disso, crianças com Síndrome de Down cresceram tendo que lidar com mais dificuldades do que muitos de seus colegas. Muito do que se espera que eles façam em seu dia-a-dia será muito mais difícil de conseguir fazer devido a seus problemas de comunicação, audição, memória, coordenação motora, concentração, e dificuldade de aprendizado. Os problemas de comportamento podem, portanto, ser desencadeados em algumas situações aparentemente banais. Por exemplo, eles podem se sentir frustrados ou ansiosos com mais facilidade. Então, o fato da criança ter Síndrome de Down não necessariamente quer dizer que ela vá apresentar inevitavelmente problemas de comportamento, mas a natureza de suas dificuldades os faz mais vulneráveis a desenvolver problemas de comportamento.

Uma questão particular dos problemas de comportamento são as estratégias para escapar das tarefas. Pesquisas mostram que, como muitos alunos com necessidades educacionais especiais, crianças com Síndrome de Down costumam adotar estas estratégias que comprometem o progresso de seu aprendizado. Alguns alunos usam comportamentos anti-sociais para distrair a atenção dos adultos e escapar do trabalho, e parecem apenas aceitar fazer tarefas que exigem muito pouco de sua capacidade cognitiva.

É importante o professor ficar atento à possibilidade destas estratégias e saber separar comportamento imaturo de mau-comportamento deliberado, e assegurar que o nível de desenvolvimento e não a idade cronológica da criança seja levada em consideração, junto com sua capacidade de entender instruções dadas oralmente. Qualquer recompensa a ser oferecida também deve levar em conta estes fatores.

ESTRATÉGIAS

- Assegurar que as regras são claras
- Assegurar que todos os funcionários da escola saibam que a criança com Síndrome de Down deve obedecer às regras como qualquer aluno.
- Utilizar instruções curtas, precisas e claras e gestos e expressões que as confirmem – explicações longas e complexas não são apropriadas.
- Distinguir o “não consigo fazer” do “não vou fazer”
- Investigar qualquer comportamento inapropriado, perguntando a si mesmo por que a criança está agindo deste modo: a tarefa é muito fácil ou muito difícil ? A tarefa é muito longa ? O trabalho é adequado para a criança ?
- O aluno compreende o que é esperado dele ?
- Encorajar comportamento positivo desenvolvendo figuras de bom comportamento. Por exemplo, mostrar uma foto da turma ou de um grupo arrumando a sala direitinho, pode ser o bastante para encorajá-lo a fazer o mesmo.
- Reforçar o comportamento desejado imediatamente com sinais de aprovação visuais ou orais.
- Ignorar tentativas de chamar a atenção dentro do possível – o seu propósito é criar distração
- Desenvolver uma série de estratégias para lidar com a tentativa de escapar: algumas funcionarão melhor que outras com algum um aluno em particular.
- Assegurar que o professor de apoio não seja o único lidando com o mau-comportamento. O professor da turma tem a responsabilidade sobre a criança.
- Assegurar que a criança trabalhe com colegas que sejam bons modelos em comportamento.

PRÁTICAS DE SALA DE AULA

Muitos alunos com Síndrome de Down, assim como outros alunos com necessidades educacionais especiais, não se adaptam a algumas práticas de sala de aula: aulas expositivas para a turma inteira, aprender ouvindo, e trabalho de reforço baseado em exercícios sem modificação. Portanto, os professores precisam analisar suas práticas de sala de aula e todo o ambiente de aprendizado na classe de forma que as atividades, os materiais e os grupos de alunos sejam levados em conta. Para certos propósitos, a habilidade será menos importante do que os estilos de aprender de cada aluno. É importante, por exemplo, utilizar a motivação e a oportunidade para aprender com bons modelos que surgem quando o aluno com Síndrome de Down está trabalhando em grupo os colegas.

Estudos mostram que não apenas os alunos com necessidades educacionais especiais preferem trabalhar em grupo, mas o grupo cooperativo fomenta o aprendizado.

ESTRATÉGIAS

Decida quando a criança deve trabalhar:
- Em atividades com toda a classe.
- Em grupo ou em pares na classe.
- Em grupo ou em pares numa área afastada.
- Individualmente independentemente ou individualmente com o professor.

Decida quando a criança deve ficar:
- Sem apoio.
- Com apoio dos colegas.
- Com apoio do professor assistente.
- Com apoio do professor da turma.

- Faça um Plano de Educação Individual para atingir determinadas áreas que necessitem atenção.
- Produza uma grade de horários visualmente atraente para que a criança entenda a estrutura do seu dia.

LEITURA

Há muitas pesquisas destacando a forte ligação entre a leitura e o desenvolvimento da linguagem em crianças com Síndrome de Down e a leitura é uma área do currículo em que muitas destas crianças podem se sair muito bem. Como a palavra escrita faz com que a linguagem se torne visual, os textos impressos superam a dificuldade do aprendizado pela audição.

A leitura pode portanto ser usada para:
- Ajudar o entendimento.
- Ajudar a acessar o currículo.
- Melhorar as habilidades de fala e linguagem.

ESCRITA

Produzir qualquer forma de trabalho escrito é uma tarefa muito complexa. As dificuldades de memória curta, fala e linguagem, sistema motor fino e organização e sequenciamento de informação provocam um impacto considerável na aquisição e desenvolvimento da escrita para muitos alunos com Síndrome de Down.

Áreas de especial dificuldade:
- Colocar as palavras em sequência para formação da frase.
- Colocar eventos-informação em sequência na ordem correta.
- Organização de pensamentos e informação relevante no papel.

ESTRATÉGIAS

- Investigar recursos adicionais para ajudar à escrita como um processo físico – diferentes tipos instrumentos para escrever, apoio tátil para empunhar o lápis, linhas grossas, quadrados no papel para limitar o tamanho da letra, papel com pauta, quadriculado, quadro individual para escrever, programas de computador.
- Oferecer apoio visual – flash cards (cartões de leitura com figura ou foto e palavra), palavras-chave e símbolos gráficos escritos em cartões.
- Oferecer métodos alternativos de memorização: sublinhar ou circular a resposta correta, sequência de frases com cartões, programas de computador específicos, utilizar o método Cloze (subtração sistemática de palavras, substituídas por lacunas num texto a ser aprendido).
- Garanta que os alunos só escrevam sobre assuntos que estejam dentro de sua experiência e entendimento.
- Ao copiar do quadro, sublinhe ou destaque uma versão mais curta que focalize o que é essencial para o aluno.
- Encorajar o uso de letra cursiva para ganhar fluência.

ORTOGRAFIA

Como a leitura, não é indicado confiar apenas na fonética para resolver problemas de ortografia, uma vez que muitas crianças com Síndrome de Down estarão soletrando palavras a partir da sua memória visual. Porém, para desenvolver e expandir sua habilidade de leitura elas vão precisar aprender algumas noções fonéticas , mas o desenvolvimento nesta área pode ser mais lento do que o de seus colegas.

ESTRATÉGIAS

Devido às habilidades de fala e linguagem mais fracas e o vocabulário limitado, é importante:
- Ensinar palavras que eles entendam.
- Ensinar palavras objetivando promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.
- Ensinar palavras necessárias para matérias específicas.
- Ensinar ortografia da maneira mais visual possível.
- Usar métodos multi-sensoriais – por exemplo, olhe-cubra-escreva-cheque, cartões com figuras e palavras, acompanhar com o dedo as letras.
- Reforçar os significados de palavras abstratas com figuras e símbolos.
- Colorir grupos e padrões de letras similares dentro das palavras.
- Oferecer um banco de palavras com figuras agrupadas alfabeticamente para reforçar o significado.
- Trabalhar atividades de ortografia no computador.
- Ensinar famílias de palavras simples e básicas.



Folheto produzido por Sandy Alton, da Down´s Syndrome Association, e distribuído pelo Ministério da Educação britânico
Tradução Patrícia Almeida

quarta-feira, 20 de março de 2013

Livros mais lidos pelos jovens




Segundo pesquisas realizadas por vários órgãos, o jovem brasileiro está lendo mais. É isso mesmo! Ótima notícia essa! É muito bom saber que os jovens estão procurando livros de literatura e se interessando mais pela leitura. Independente dos gostos (claro, cada um tem o seu!), ler é sempre bom! 

Ler desenvolve o repertório, é uma forma de ter acesso às informações, nos ajuda a entender o mundo e nós mesmos, amplia nosso conhecimento, aumenta nosso vocabulário, estimula a criatividade, nos emociona, facilita a escrita... Nossa, são inúmeros benefícios!  Ainda bem que já tem bastante gente aproveitando e contaminando outras pessoas! 

Mas vamos ao que interessa! Querem saber os livros que os jovens mais leem? Ok, lá vai:

* Harry Potter e as Relíquias da Morte
* Crepúsculo
* Lua Nova
* Amanhecer
* Gossip Girl
* Coração de Tinta
* Querido Diário Otário
* O Diário da Princesa
* Eragon
* O Ladrão de Raios
* O Pequeno Príncipe
* Contos de Beedle o Bardo

E o melhor de tudo é que muita gente gosta de além de ler esses livros, também colecionarem, para uma releitura assim que tiverem vontade, assim, acabam também mantendo uma mini biblioteca com todos os livros que goste e com todos os de uma mesma saga, com história seguida em livros de uma mesma história. Muito bom! E viva a leitura!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Percy Jackson e os Olimpianos - Livro 1

Então, galerinha! Aí está para vocês, o primeiro livro do Percy Jackson: O Ladrão de Raios. Depois vou postando os outros, ok? Curtam bastante a leitura!


O Pacto Maldito e Outras Histórias de Morte

Atendendo a pedidos, aí vão histórias de morte. Deliciem-se... Se gostarem, claro!


O Mistério do Anel de Pérola

Hoje eu trouxe para vocês um livro. É uma história simples, mas bem legalzinha, que acho que vão gostar de ler. Clique no link com o nome do livro e leiam. Depois me contem o que acharam!